A trilogia de projetos com versos inteligentes e vivencias das ruas implementada por Kyle Fortes em "COMOFAZERUMABOMBA"
De fevereiro até aqui, o rapper e compositor Kyle Fortes tem emplacado uma sequencia de lançamentos, que nos levam de encontro á uma trilogia bem especial no cenário atual, colocando projetos para se conectarem e falando consigo mesmo através de seus versos recheado de classe.
A trilogia batizada "COMOFAZERUMABOMBA", trouxe um lado mais versátil de Kyle a tona, colocando o artista em três atos diferentes, onde prova muito o poder sua caneta, trazendo composições e letras impactantes e inteligentes para o deleite do público, assim como leva o destaque para as produções, que são uma masterpiece para quem o acompanha, o para aqueles que ainda vão descobrir seu talento.Tudo começou com “Red Hood”, lançado no final de fevereiro, com produção de CINIKOjp e visual 3D da Spray Graphics. O lançamento marcou a entrada da trilogia e antecipou ao público o que viria na sequência.
O segundo ato avançou em março, com produção de Dubbeatzz e participação de DJ Noé, que juntos deram vida a “Me Desculpa Rap”. A faixa trouxe uma atmosfera ímpar, evidenciando como Kyle respira classe ao conectar o universo do boombap com o blues.
Os três capítulos seguintes, que fecharam o arco da trilogia, foram conduzidos por produções de lucasbin, responsável pelas faixas “Crash Nebula”, “Zabuza (Ninja da Neblina)” e “Gintama: Sobre OVNIs e Samurais”.
São sempre versos que conectam sua inteligência, e sim estamos falando de intelecto, com a união do que vivencia pelas ruas, é icônico como o artista consegue implementar essas visões.
A soma dos trabalhos coletivos evidencia uma construção solida dentro do projeto. O campo visual também se destaca, trazendo design 3D e o lyric video levam a assinatura da Spray Graphics, enquanto o design gráfico e o lettering ficam por conta de Chrome Castro. O character design em 2D é desenvolvido por Eu_Sou_Will, com a versão em 3D assinada por Shade 3D. A direção criativa do projeto é conduzida por Kyle Fortes.
O projeto conta ainda uma inserção no mundo da moda, trazendo um boné 5Panel de modo exclusivo e limitado do projeto, sendo realizado em parceria com @rpz.conceito.
A obra já pode ser escutada nas principais plataformas de streaming. Ouça o material por completo pelo Spotify. Kyle conversou de modo exclusivo com a equipe da VISH, que foi atrás de detalhes acerca da trilogia. Confira o resultado do papo abaixo:
VISH: Para começar, qual seria a principal ideia acerca do "COMOFAZERUMABOMBA"? Afinal, você está dando um exemplo e procurando aprender ainda a como fazer? ou esse seria um resultado final? fale mais sobre o titulo do projeto.
Kyle: Howtomakeabomb parece quase altruísta, como se eu fosse ensinar algo que não sei, mas ta mais pra uma pesquisa ou experimento mesmo, junta músicas de um período de 2025, que não foram feitas para estarem conectadas, cada uma com uma proposta bem diferente nas produções que foram exploradas. Seria o retrato dessa eterna busca. Levanta essa ideia de como fazer uma bomba, pra mim a complexidade é saber em quanto tempo ela explode, as vezes pode destruir tudo, ou não explodir. Se quase sempre nos títulos as coisas acabam mal, dessa vez fica a questão.
Kyle: Howtomakeabomb parece quase altruísta, como se eu fosse ensinar algo que não sei, mas ta mais pra uma pesquisa ou experimento mesmo, junta músicas de um período de 2025, que não foram feitas para estarem conectadas, cada uma com uma proposta bem diferente nas produções que foram exploradas. Seria o retrato dessa eterna busca. Levanta essa ideia de como fazer uma bomba, pra mim a complexidade é saber em quanto tempo ela explode, as vezes pode destruir tudo, ou não explodir. Se quase sempre nos títulos as coisas acabam mal, dessa vez fica a questão.
VISH: Porque decidiu transformar esse lançamento em uma trilogia? Como as partes conversam entre sí?
Kyle: Queria apresentar um pouco do que seriam os lançamentos podendo deixar a atenção em apenas uma música, de uma forma que percebessem que a continuação estava por vir um pouco depois (por isso o 01 na capa por ex.) então Red Hood foi esse primeiro trampo, produzido pelo CINIKOjp, é a faixa que apresentou o universo e a perspectiva do 1º andar onde a gente deixa a janela para esse novo universo.
Kyle: Queria apresentar um pouco do que seriam os lançamentos podendo deixar a atenção em apenas uma música, de uma forma que percebessem que a continuação estava por vir um pouco depois (por isso o 01 na capa por ex.) então Red Hood foi esse primeiro trampo, produzido pelo CINIKOjp, é a faixa que apresentou o universo e a perspectiva do 1º andar onde a gente deixa a janela para esse novo universo.
Na sequência com Me Desculpa Rap, produção do Dubbeatzz, uma batida que contrasta bem com a primeira, trás uma energia mais calma. E para concluir a soma com as batidas do lucasbin que não podia faltar, com 3 faixas nossa.
Sem muito segredo, além dos assuntos em comum nas faixas, trechos que conectam umas as outras sonoramente, temos para criar a narrativa visual em cada lançamento uma cor RGB (vermelho, azul, verde) como foco, coisas que criam um imaginário comum do trampo junto do persona, etc.
VISH: Como foi o processo de criação das batidas do lado dos produtores? Qual foi a maior contribuição que cada um aplicou?
Produtores:
CINIKOjp: O beat de “Redhood” nasceu quando encontrei a sample. Sampleei uma releitura de um som gringo relativamente famoso. Depois disso, fiz a bateria, sem muitos elementos, mas o mais suingada possível, pensando nos espaços entre eles para criar as lacunas certas, para que quem fosse rimar tivesse o espaço necessário para entregar o melhor possível. O beat ficou parado por mais ou menos um ano e meio, até o dia em que o Kyle ouviu e me pediu para mandar a base. Trabalhamos mais alguns elementos e virou o que você pode ouvir hoje nas plataformas.
Dubbeatzz: Essa faixa surgiu a partir de um beat de rascunho que desenvolvi há alguns anos. A ideia era trazer uma estética mais minimalista e imersiva, com essa textura marcante do jazz. Encaminhei o instrumental como estava para o meu mano Fortes, que deu a ideia de acrescentar essa guitarra. A partir daí, fechamos com chave de ouro o resultado dessa faixa sinistra.
lucasbin: As três batidas minhas que entraram no EP foram criadas em épocas bem distintas, e, para mim, isso só funcionou porque eu estava fazendo a produção musical do projeto inteiro. Assim, tive liberdade para mexer em tudo, já visualizando o resultado final. Para fazer tudo conversar, ajustei um pouco a produção de cada batida e fiz a mixagem pensando em transformar tudo em um trabalho coeso. O Fortes trouxe muitas ideias de diálogos, samples e introduções para adicionar, o que também ajudou a dar essa liga. Gostei muito do resultado e acho que isso me permitiu mostrar várias abordagens do meu trabalho como produtor.
VISH: A parte visual também se destaca, com visuais em 3D e até mesmo uma revista em quadrinho. Como foi assinar essa direção criativa? Quais as referencias por trás desta área?
Kyle: Queria sair um pouco dos desenhos mantendo a ideia em algo da vertente saca? Realmente é o que acho mais simétrico aos meus sons essas artes cartoonizadas.
Kyle: Queria sair um pouco dos desenhos mantendo a ideia em algo da vertente saca? Realmente é o que acho mais simétrico aos meus sons essas artes cartoonizadas.
Fiquei com isso na mente quando vi uma possibilidade legal com um trampo que o Spray fez com uma música minha. O mérito disso tem também de ficar pra ele e pro pessoal que desenrolou e me ajudou a criar uma personalidade mais singular para todo visual do trampo, através dos cenários, capas e tudo que isso envolveu. Pra mim com certeza é uma das partes do trampo que mais curti de ver nas rua. Salve CHROMECASTRO, Shade3D, eu_sou_will_, Spray Graphics.
VISH: Um olhar intergaláctico, espaço, ninjas, OVnnis... qual seria a temática que fomenta o EP por completo? Sobre a composição que cerca o EP, de onde vem tanta ideia?
Kyle: Depois de ter feito AQMAM seguindo apenas uma linha de raciocínio por assim dizer eu queria fazer algo aleatório. Gosto das músicas que passam por vários assuntos e sentimentos sem obrigação de tratar com exclusividade de algo só. Pique em Gintama, é mais episódico que serializado, em algum momento a música trata algo sério, zoa algum sistema padronizado, resgata algo de algum desenho animado, de alguma situação vivida e o que sintetizo dessas coisa com as rimas que faço resulta nisso ai, como fosse uma mistura de multiversos.
Kyle: Depois de ter feito AQMAM seguindo apenas uma linha de raciocínio por assim dizer eu queria fazer algo aleatório. Gosto das músicas que passam por vários assuntos e sentimentos sem obrigação de tratar com exclusividade de algo só. Pique em Gintama, é mais episódico que serializado, em algum momento a música trata algo sério, zoa algum sistema padronizado, resgata algo de algum desenho animado, de alguma situação vivida e o que sintetizo dessas coisa com as rimas que faço resulta nisso ai, como fosse uma mistura de multiversos.
VISH: Após essa trilogia, o que o Kyle está preparando para o público? Pode nos revelar algo?
Kyle: No dia 13/05 sai uma participação minha em um EP do Murisko “Dead End”, depois disso vou ficar mais um tempo sem lançamentos por agora, enquanto ainda divulgo os trampos anteriores e concluo os novos que veem sendo escritos. Então pega visão minha família, mais além +1.
Kyle: No dia 13/05 sai uma participação minha em um EP do Murisko “Dead End”, depois disso vou ficar mais um tempo sem lançamentos por agora, enquanto ainda divulgo os trampos anteriores e concluo os novos que veem sendo escritos. Então pega visão minha família, mais além +1.
A trilogia de projetos com versos inteligentes e vivencias das ruas implementada por Kyle Fortes em "COMOFAZERUMABOMBA"
Reviewed by VISH MÍDIA
on
30 abril
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