O último mês nos reservou espaço para a apresentação da primeira obra dirigida pela artista Sayle. A rapper natural de Cuiabá, que vive em São Paulo há cerca de 10 anos, libera ao público “A S EH MTO QUENTE”, seu primeiro projeto solo, lançado oficialmente no dia 17 de abril.
A mixtape chega com muita originalidade empregada, trazendo uma energia intensa, guiada por impulso, emoção e vivências expostas sem filtro. Com base no trap, o trabalho alterna momentos pesados e passagens mais sensíveis, construindo uma narrativa atravessada por relações complexas e fases conectadas pela mesma intensidade.
A S EH MTO QUENTE reúne 9 faixas inéditas para o público, com participações pontuais de Fab Godamn, Okie, Cashley e Slipmami. Ao longo do percurso, Sayle consolida sua identidade em produções que equilibram agressividade e melodia, enquanto seus flows transitam entre relatos pessoais e referências nostálgicas.
Os instrumentais também são um ponto alto, trazendo beats assinados por 7dollars, B, Yoko. C4rlinhos e DJ Lud. O projeto já se encontra disponível nas principais plataformas de streaming. Ouça o material na integra abaixo pelo Spotify:
O material também conta com visualizers, sendo disponibilizados no canal da artista e da produtora Breeze. Confira na integra:
Sayle: A S EH MTO QUENTE representa o meu olhar artístico dentro do projeto como um todo. É um nome amplo, que carrega minha versatilidade e me dá liberdade para explorar diferentes lados de mim sem perder minha essência.
VISH: Como tem sido a recepção do público com a obra? Qual a principal visão você espera que os ouvintes resgatem do projeto? O que você espera que o público sinta ao ouvir “A S EH MTO QUENTE” do início ao fim?
Sayle: A recepção positiva do público sobre ‘ASMQ’ abre espaço para diferentes interpretações, mas a principal visão que eu espero que resgatem é a de que somos jovens e podemos curtir a vida, mas o tempo está passando, e é bom sempre estar atento. Do início ao fim, eu espero que o público se sinta representado.
VISH: Sendo sua estreia em formato de mixtape, qual foi o maior desafio emocional ou criativo ao transformar vivências pessoais em música sem filtro?
Sayle: O desafio veio muito de me permitir experimentar. Eu quis fazer um type diferente do que estou mais acostumada e explorei bastante o autotune, então foi sair de uma zona confortável. Tem faixas onde eu falo de vivências minhas e outras onde eu conto histórias. Acho que o desafio foi conseguir juntar tudo isso sem perder minha identidade.

VISH: As participações de Fab Godamn, Okie, Cashley e Slipmami ampliam as camadas do trabalho. O que cada feat representa para você, dentro ou fora da história da mixtape?
Sayle: Cada feat entrou de uma forma muito natural e representa uma energia diferente dentro do projeto. Eu gosto de pensar que cada participação ampliou uma camada da mixtape. São artistas que eu admiro e que, de alguma forma, fizeram sentido dentro do universo de ‘ASMQ’. Cada um trouxe a própria identidade sem apagar a essência do projeto.
VISH: Os beats de 7dollars, B, Yoko, C4rlinhos e DJ Lud têm papel central na atmosfera da mixtape. Você buscou produtores específicos para alcançar essa intensidade ou o processo foi mais orgânico?
Sayle: Foi um processo bem orgânico. Eu fui trabalhando com produtores de cujo trabalho eu já gostava e imaginei que funcionariam com a identidade do projeto.
VISH: Como foi o processo de selecionar as 9 faixas? Existiram músicas que ficaram de fora por não se conectarem com a narrativa que você queria contar?
Sayle: Eu fui gravando e selecionando as que achava que combinavam mais e se encaixavam na proposta que eu esperava, mas existem, sim, faixas que ficaram de fora e eu pretendo lançar.
VISH: Você acabou de lançar uma tape, mas queremos saber o que mais 206 nos reserva. O que mais vem por ai? Pode nos contar algo?
Sayle: Pretendo me aventurar em outros lugares como artista, seja em outras áreas profissionais ou em outras vivências pessoais, lançando músicas e colaborações que acompanhem o meu processo.
VISH: Você fala de impulso e emoção sem filtro dentro do projeto. Você encara essa estreia como libertação, confronto ou afirmação de identidade? Você sente que esse trabalho fecha um ciclo ou abre uma versão ainda mais intensa da Sayle?
Sayle: Eu vejo muito como uma afirmação de identidade, mas também como um processo de descoberta. Esse projeto me permitiu explorar lados meus que talvez eu ainda não tivesse mostrado completamente, tanto sonoramente quanto na minha personalidade. Pelo contrário, acredito que abre um ciclo importante na minha carreira, onde crio o meu espaço.
Reviewed by VISH MÍDIA
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01 junho
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