O artista e compositor PS lançou no dia 28 de maio o álbum “WEST SIDE WORLD”, projeto em que transforma vivências, lealdade, frustrações e relações construídas em sua cidade em narrativa central. O artista definiu o disco como uma forma indireta de falar sobre sua área, traduzindo experiências pessoais através da própria visão e energia do Oeste.
Ao longo das 13 faixas inéditas, PS apresentou reflexões sobre amizades, expectativas e decepções atravessadas pelo contexto do Mato Grosso do Sul. O artista também reforçou a intenção de representar uma cena que, segundo ele, ainda sobrevive mais do que vive dentro da cultura de rua brasileira.
“WEST SIDE WORLD” contou com participações de Teto e Kawe, além de produções assinadas por Erick Di, JPG, Thiago Sub, Dopelimv, Cheek, Buccy, Hulls, FG e Dom Vi. A capa do álbum foi desenvolvida por Bruno Gordilho.
O projeto já está disponível nas principais plataformas de streaming. Ouça na integra abaixo:
A VISH esteve em contato com o artista, que revelou de modo exclusivo algumas que envolveram a produção da obra. Flagre o papo abaixo:
VISH: Por que o álbum foi batizado "WEST SIDE WORLD"?
PS: Pelo fato da gente viver nosso mundo aqui no centro oeste, nossa energia, nossa cultura, todos os momentos que colecionamos fazem parte do nosso próprio mundo.
VISH: Se esse álbum pudesse deixar uma mensagem definitiva sobre sua área e sobre você, qual seria?
PS: O lugar que eu venho é recheado de talentos, recheado de arte de todas as formas possíveis, eu sou apenas pontinha de um grande iceberg.
VISH: Você cita muito lealdade e decepção dentro do disco. O quanto essas experiências moldaram a construção do projeto?
PS: Moldaram demais, pelo fato de eu amadurecer mais rápido com todas as adversidades que passei, se criar uma leitura do jogo é algo essencial no ramo.
VISH: Existe uma sensação muito forte de pertencimento em “WEST SIDE WORLD”. O que representar o Oeste significa para você?
PS: O lugar onde eu nasci e aprendi a respirar a música junto com meus iguais é algo indiscutivelmente importante pra mim, quero que vejam o que somos capazes, tudo que podemos fazer só dependendo de nós mesmos. Temos nosso próprio molho.
VISH: A energia da sua cidade parece atravessar o disco inteiro. Quais elementos do cotidiano daí mais influenciaram o álbum?
PS: Nossa cidade é uma capital com um charme de interior se ligo? Então a riqueza cultural é presente, infelizmente não tão fomentada, o paisagismo único daqui sempre me inspirou muito de todas as formas possíveis também.
VISH: Teto e Kawe participam do projeto. Como essas conexões aconteceram?
PS: Foi algo realmente especial em ambas conexões, os dois toparam em participar do disco e concretizamos um trampo lindo, trabalhar perto das referências é algo inestimável.
VISH: O álbum reúne diferentes produtores como Erick Di, JPG, Thiago Sub e Dopelimv. Como fluiu a sintonia na produção ao lado desses beatmakers?
PS: Da forma mais natural possível, todos extremamente profissionais souberam traduzir a vibe de tudo que eu queria passar.
VISH: O que ainda te incomoda ou alegra quando falam sobre cultura de rua fora dos grandes centros?
PS: Me alegra o fato da arte fora do eixo ser diferente, como acontece no Nordeste, aqui a gente tem nosso próprio molho, e obviamente oque peca muito ainda é a falta de reconhecimento, mas estamos trabalhando pra isso mudar!
VISH: Depois do lançamento de “WEST SIDE WORLD”, o que você espera que o público entenda sobre você como artista?
PS: Quero que entendam que sou um artista que não se apega um estilo, eu amo fazer trap, amo a energia, respiro ela todo dia, mas me encontro de forma incrivel em outros estilos e tenho tanto prazer quanto em fazer. No mais seria isso, versátil, sem rótulos.
Reviewed by VISH MÍDIA
on
22 junho
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