O rapper BIGFETT, nome que atua diretamente do Centro-Oeste do país, mais precisamente no estado de Goiás, trouxe um novo projeto para a cena neste mês, com lançamento que aconteceu no dia 17 de abril.
Sua nova obra agita o cenário nacional e coloca o rapper mais uma vez em destaque, com seu segundo projeto oficial na cena em um período de cinco meses de distância. Atuando ao lado de outros artistas da região e levantando a bandeira de sua área e do coletivo Mp7Rajada, Fett se mostra um nome único em ascensão, e sua obra intitulada "ENRICÓPOLIS É LOGO ALI" mostra como o artista goiano está conquistando esse espaço.
São 11 faixas ditando o ritmo do projeto. BIGFETT segue um lema de riquezas e, com bordões já implantados em sua mixtape anterior, trazendo ao público como vai enriquecer, e isso não se trata apenas de dinheiro em sua abordagem, na qual também deixa claros pontos sobre irmandade e família, além de muitos bens materiais a serem explorados dentro deste percurso.
A apreensão para a obra foi real, e a espera dos feats ao lado de Young Gxsta, Mc Igu, Ogmecbaby, Rarekidd e Fabgodamn mais real ainda. Os instrumentais são um show a parte, trazendo assinaturas de Plugjoli, cravabala, D'Senna, benzo, Maczin, Bunnyshawtyy, ManuGoddamn e Pedro Sosa, com as faixas sendo mixadas e mixadas pelas mãos de Dj Elype. Os visualizers que acompanham o projeto no YouTube contam com direção e gravação por Clicanuto, com montagem e color de AK6.
Lançado acerca de dez dias atrás, a tape já acumula mais de 100 mil reproduções nas plataformas digitais e uma boa recepção do público. A obra já está completa e pode ser escutada nas principais plataformas de streaming.
VISH: Qual é a maior riqueza que o Centro-Oeste te deu e que dinheiro nenhum em SP ou RJ conseguiria comprar?
BigFett: O Centro-Oeste sempre foi um lugar muito carente, e temos essa carência. Querendo ou não, quando você chega em SP ou RJ, quer dizer que seu corre está dando certo. A maior riqueza que eu sinto aqui em Goiás é a lealdade de todo mundo que está comigo, e o respeito. Isso vale mais do que dinheiro. Mas, para mim, você tem que ser primeiro rei de onde você é, do lugar de onde eu vim, que é o Centro-Oeste. Depois, você vai para outros lugares para ser rei também.
VISH: O que o BigFett do primeiro projeto diria ao ouvir as 11 faixas de “ENRICÓPOLIS É LOGO ALI”?
BigFett: Enricópolis É Logo Ali é uma parada mais próspera. Estrela do Tráfico foi algo mais revoltado, mais meu. Já Enricópolis é o lado da prosperidade. Claro que um som é mais hard e o outro é diferente, mas sempre dentro da temática do dinheiro. O BigFett de Estrela do Tráfico ficaria surpreso de ter feito isso aqui. É algo que eu estou sempre tentando provar para mim mesmo.
VISH: Qual dessas 11 faixas é a “chave” para entender todo o conceito de enriquecimento que você propõe?
BigFett: Tem duas faixas que conversam muito: “Mantive a Fé Diante dos Pecados” e “Rico de Enricópolis”. Essas são a chave. São como um grito meu, as que trazem mais sentimento.
VISH: Em apenas cinco meses você está entregando o segundo projeto oficial. “ENRICÓPOLIS É LOGO ALI” soa como um destino final ou como ponto de partida de uma nova era para o Goiás no mapa do trap nacional?
BigFett: É um ótimo ponto de partida para entenderem que aqui tem muito trap. Para outras regiões perceberem que o trap acontece aqui e que muitos que desacreditaram vão ter que engolir. Vão ter que sustentar o peito, porque o Goiás é sinistro. Um forte abraço para todos daqui do Goiás e do Centro-Oeste, e para os outros lugares do Brasil onde estou colando. Mas o trap é sinistro no Goiás. É só o começo de uma linda história. Tem muita coisa minha vindo por aí.
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| Foto por Clicanuto |
VISH: Você traz esse lema de riqueza que vai além do extrato bancário. Como equilibra a estética dos bens materiais com o valor imaterial da irmandade, família e da Mp7Rajada nessas 11 faixas?
BigFett: Enriquecer vai além do dinheiro. É sobre irmandade. Minha família está vivendo uma fase boa. Então, quando falo que enriqueci, vai muito além da moeda. É sobre a lealdade dos meus fãs que curtem meu trabalho. Quando digo “enriquei”, quer dizer que estou muito bem.
VISH: Muitos ainda olham apenas para o eixo RJ-SP, mas você está colocando a bandeira do Goiás no topo. O que o clima e a vivência do Centro-Oeste imprimiram na sonoridade desse álbum que nenhum produtor de fora conseguiria replicar?
BigFett: O que eu mais acredito que diferencia o trap de Goiás é o sotaque, as gírias. O flow daqui é único. Não vejo ninguém fazendo algo como fazemos aqui. Em São Paulo, vejo a galera fazendo mais hard e outras vertentes. Aqui no Goiás, puxamos nosso jeito de ser. Implementamos nosso sotaque e nossa sonoridade. Estamos emplacando originalidade no que fazemos, além da vivência que passamos aqui. Acho que isso diferencia demais. Estamos nos colocando literalmente no mapa.
VISH: Sobre os feats e a produção: como foi a escolha dos feats e, principalmente, dos beats? Como se sente fazendo trap e trazendo o plugg de volta?
BigFett: São praticamente os mesmos produtores de Estrela do Tráfico em Enricópolis É Logo Ali, com exceção do 7dólar, que não mandou beat para mim. São os mesmos que estão sempre comigo, mandando beats. Eu prezo muito por essa lealdade. A maioria dos meus clipes também é produzida pelas mesmas pessoas. São pessoas que estão crescendo junto comigo. A gente está se ajudando. São pessoas que estavam comigo quando eu estava começando e continuam agora que estou ganhando reconhecimento. Claro que eu sempre abro espaço para trabalhar com gente diferente, mas priorizo quem acreditou em mim quando eu ainda estava no começo.
VISH: A apreensão para o lançamento é real. Se o público pudesse levar apenas uma “joia” desse álbum para a vida real depois de dar o play no dia 17, qual você espera que seja?
BigFett: Como digo na música, trouxe o plugg de volta, que é a vertente mais estética do trap brasileiro. Para mim, é uma das estéticas mais fortes dentro do trap. É algo que traz liberdade para falar de tristeza, ódio e riqueza. É uma sonoridade que me deixa muito à vontade. É isso que eu quero que as pessoas sintam.
Reviewed by VISH MÍDIA
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28 abril
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